segunda-feira, abril 18, 2011

Amor Proibido - II


E quando muito queria lhe dizer algo, fazia silêncio. Assim, ele se inventou dentro de mim, por mais que tentasse reprimi-lo. Meu silêncio declarou meu amor mesmo quando eu ainda tinha medo. Meu silêncio lhe recitou versos antes de eu começar a tentar a poesia. Meu silêncio balbuciava o seu nome, mesmo quando você não estava por perto. Mas meu silêncio ficava ainda mais engrandecido quando eu falava com você. Estranho? 
Quando agente conversava, eu também estava fazendo silêncio.

Fernando Palma


Obs: a reprodução dos textos é permitida contanto que haja devidas referências.Todas as produções são registradas.


Texto publicado originalmente em Junho de 2005


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segunda-feira, junho 18, 2007

Video Amor Proibido

Um amigo meu fez com meu Texto....


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segunda-feira, janeiro 16, 2006

O ponteiro invisível do tempo - I

Seus sonhos são de cansar as mais férteis imaginações. A infância foi um rascunho de projeto inacabado. O lado atrasado de si, o ultrapassa. Suas conquistas seguem o atraso, não o sucesso. Aprendeu a conversar, calado. É na solidão que se descobre a convivência. Nunca superou as fraquezas, mas as fraquezas foram perdendo a graça com o passar dos anos. Tornou-se um bravo homem, mas o amor adoeceu sua coragem. Viveu paixões com disciplina, temeu riscos do desejo, acovardou a ousadia. Seu medo veste vermelho.

Criou o talento de reinventar o passado. Não tirou lições do que viveu, aprendeu com quem não foi. Cresceu tentando se tornar o homem que sonhou em ser amanhã, acabou se tornando o homem que deveria ter sido ontem.

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