quarta-feira, julho 22, 2015

Medida


Tudo é fim no limite. 
E o feliz 
Vira triste.
Ontem vira hoje. 
Com o raiar
Viro noite.  
Luz me impede de sonhar. 

Se não me cabe métrica,  
Crio minha
Estética. 
Hesito a rima, 
Pulo refrão, 
Corro linhas. 
Triunfo fora da canção.  

Medida não sabe quem sou. 
Minha sede 
Nunca achou  
A meta potável 
Pra saciar.
Incansável, 
Do adiável fez meu lar. 

Eu sou na intensidade  
Coerência. 
Felicidade!  
Excedo mistura 
Da emoção,
prudência.
Desejar é minha razão! 


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