sábado, novembro 28, 2009

Frases inspirantes - V

"Abandonar o paraíso é a única forma de não esquecê-lo."


Fabrício Carpinejar

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terça-feira, novembro 24, 2009

Frases de Pensadores - III


"Aquele que conhece os outros é sábio, aquele que conhece a si próprio é iluminado."


Lao-Tsé

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segunda-feira, novembro 23, 2009

Frases de Pensadores - V

"Aquele que gosta de ser adulado é digno do adulador."


William Shakespeare

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quinta-feira, novembro 19, 2009

Pensamentos Soltos - VI

Fazer amizade não é eleger melhores entre pessoas, é eleger o melhor das pessoas.

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Paradoxo

Se você aprender a estender a mão mais vezes do que esperar algo em troca, espere ter mais em troca do que é capaz de estender a mão.

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quarta-feira, novembro 11, 2009

Cotidiano - II


Era uma canção que nem sabia nome, mas tomava de tempos em sua mente, ocupava qualquer pensamento. Chegando no trabalho, disfarçado com sua roupa formal para dia de semana, tentava fazer sentido a canção sem nome.

O movimento ávido no shopping emprestava um pouco mais de vida a rotina ativa e empírica do trabalho cansado. O horário tinha liberdade para acontecer, por isso ele gostava. Não era exatamente acaso, porque ele já sabia. No entanto, não havia motivo ou prova para justificar como ou por que saberia, apenas sabe. Porque ele aprendeu a acreditar nas coisas sem haver razão e dessa maneira era mais bonito e verdadeiro. Bastava alguma força, a realidade não é tão difícil. Sua crença fora intocável e paciente, como a serenidade usada todos os dias para cuidadosamente alternar os três itens que mais gostava das opções de refeição. Como para ir ao cinema, com o carro que só usa fim-de-semana, como para calcular os gastos.

Até o fim de expediente, resistia ainda tranqüilo, mesmo com presença fática da canção lhe vigiando a memória. Mesmo com satisfação óbvia apregoada ao semblante dos trabalhadores esforçados, transpirando, empurrando o resto do dia para chegar às dezoito horas. Acima de tudo e todos, permanecia sereno e paciente, na mesma posição que trabalha durante toda a semana.

Muitas vezes, ele vivia como um observador do mundo. Um telespectador paciente. Assistia as pessoas sem se deixar perceber, via e ouvia a tudo tentando se fazer pouco interferente, como quem já tivesse vivido o que ocorre ao redor. Como no cinema. Como quem tivera revendo algo que com saudosismo, com atenção, do lado de fora.

O metrô andava mais depressa neste dia particular. Debaixo do braço, um vinho suave e meio maço de cigarros guardados da semana. O vinho era o mesmo, uma única garrafa, sempre.

No sofá, ensaiava acontecimentos dos filmes. E diálogos de cinema que guardava para um dia usar em alguém. Preferia os romances, como nos livros, mesmos os menos atrevidos, onde tudo parecia fácil e compreensível: para todos haveria uma oportunidade, um reencontro, aquele acidente feliz. Como no shopping.

Apagou o ultimo cigarro, espirou um pouco do ar que lhe restava, reproduzindo com a boca uma expressão que lembra bem um bocejo.

Fracassou ao tentar desligar a TV. Acabou dormindo com o volume bastante alto, para atrapalhar a canção triste-bela que, por dentro, sobreviveu durante todo o dia.

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Vanessa Bencz

Relato de um sol eterno


A primeira pessoa que vejo, ao abrir os olhos pela manhã, é a minha irmã mais velha. Dividimos o mesmo quarto há 23 anos. Ela dorme na cama à minha direita, como se fosse meu braço direito, meu leste. Ela me amanhece.
Em pequena, eu tinha dificuldades para pronunciar seu nome. Me acostumei a chamá-la por uma simples sílaba: Di. Só eu a chamo assim, ela só atende ao apelido quando é dito pela minha voz. A alcunha necessita de tom musical, carga emocional e um riso no canto da boca que apenas eu sei dar.
Di é dois anos mais velha que eu. Quando eu tinha seis anos, minha tia fez para mim a fatídica previsão que os parentes sempre fazem para adivinhar as crianças da família:
- Essa menina vai dar baixinha. Sua irmã mais velha, não. Vai dar moça alta, de pernas compridas.
Escondi-me ainda mais na baixa estatura e na franja loira. Di era criança alta, bonita e precoce. Criança irreal de filme estrangeiro. Criança que sabe conversar sobre a previsão do tempo, o governo Collor e a queda da bolsa de valores. E eu mal sabia soletrar meu próprio nome. Tinha dificuldades com a letra s.
Tornei-me uma pré-adolescente tímida e egoísta. A lição de solidariedade veio pela minha irmã. Certa vez, no colégio, meus colegas riam de mim por um motivo que não lembro mais. Di chegou, fez um sermão com dedo em riste, e as crianças se calaram. Exceto por um menino gorducho e feioso, que teimava em continuar rindo. Di deu-lhe quatro murros na orelha, e o moleque se calara. Tempos depois, eu faria o mesmo pelo meu irmão mais novo.
No começo da fase adulta, Di precisou fazer uma cirurgia de emergência. Fui visitá-la no hospital e, ao vê-la na cadeira de rodas, desabei num choro frenético e desmaiei de pressão baixa. Saímos juntas do hospital, cada uma em sua cadeira de rodas.
Hoje em dia, Di e eu temos a mesma altura. Nós somos o mesmo território vasto de lembranças. Nossos sonhos se misturam de noite e nossa telepatia se entrecruza durante o dia. Di me amanhece.


Vanessa Bencz 

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domingo, novembro 08, 2009

Frases inspirantes - V

"O problema, veja bem: Não é ser sozinho. Disso, me construi. O problema é estar sozinho."


Vitor Freire

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sexta-feira, novembro 06, 2009

Pequenos Poemas



A Montanha





Subi ao topo de nossas memórias,
pés descalços, olhos apertados, tentando enxergar na distância
o que estava próximo e ausente.
Conquistei o cume do que restou de tua presença,
as mãos firmes,
plagiando a rigidez da pedra.


Antecipei palavras.
Memorizei versos, antes de escrevê-los.
Julguei teu gesto
antes que a luz do movimento se acendesse.
No escuro eu já te enxergava.


Somos réus de um passado
com poucos ruídos.
Mascarando evidências
em caminhos contraditórios.


Tentando juntar lembranças
a simulações.
O que se recorda
ao que será esquecido.
Mas o esquecimento rejeita companhia.


Inútil
silenciar
o inevitável.


O silêncio é incapaz de mentir.


Inútil desviar
ao percorrer o caminho de volta.
O lugar que abriga o passado
não desiste da espera.


O que a conduta de teus olhos camufla,
permanecerá ,
como uma montanha escondida atrás da sombra.


Inútil
Desconcertar
quando se conhece a forma original.


O que nossos atos desconcertam,
a natureza se ocupa em reparar.


Não existem falsas histórias de Amor.


Fernando Palma, Novembro de 2006

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quinta-feira, novembro 05, 2009

Pequenos Poemas - VII



Não feche os olhos,
se algo não agrada.
Não se distraia.

Preste atenção.

O que te incomoda
é a chave
para o que aprecias.

Decifrar a tristeza é adivinhar a felicidade.


Fernando Palma, Agosto de 2006

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quarta-feira, novembro 04, 2009

Frases de Pensadores - V


"Aquele que não tem confiança nos outros, não lhes pode ganhar a confiança."


Lao Tsé

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